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seabrafrancisco
02 de jul. de 2019
In Nova Categoria
1. A Astrologia é o conhecimento que trata das relações entre os movimentos dos astros no zodíaco e suas influências no mundo sublunar, isto é, nas ocorrências terrestres, em especial aquelas relativas à natureza humana. 2. Podemos gerar um mapa astrológico para cada momento, observando-se as posições dos signos, astros e casas para um determinado instante e local de nascimento de uma ocorrência, seja uma ideia ou fato qualquer (Astrologia Horária), uma localidade, cidade, estado ou país (calculada a partir dos dados de sua fundação (Astrologia Mundial) ou, ainda, o mapa de um indivíduo (Astrologia Mundana), cujo principal produto é o Mapa Natal. Esse último, o mais popular, pode informar tudo aquilo que é inerente à vida de uma determinada pessoa. 3. O Mapa Natal será o foco deste curso, embora o conhecimento a ser ministrado possa ser adaptado para os dois outros ramos da Astrologia, a Horária e a Mundial. 4. Hoje a Astrologia é classificada como sendo uma pseudociência. 5. O astrônomo Carl Sagan explica que a “pseudociência é mais fácil de ser inventada que a ciência, porque os confrontos perturbadores com a realidade – quando não podemos controlar o resultado da comparação – são evitados mais facilmente. Os padrões de argumentação, o que passa por evidência, são muito menos rigorosos. Em parte, por essas mesmas razões, é muito mais fácil apresentar a pseudociência ao público em geral do que a ciência”. 6. É notório que a Astrologia se apresenta como um emaranhado de métodos que vem desde a antiguidade e que impossibilita elevá-la ao patamar de ciência. Analisando obras da antiguidade, como as de Abu Ali Al-Khayyat, Sahl ibn Bishr e de Jean Baptiste Morin de Villefranche, apenas para citar algumas, percebemos que na antiguidade os debates acerca das diversas correntes e teorias astrológicas eram intensos, com conhecimentos conflitantes e outros que, de tão complexos, são difíceis de averiguar mesmo com os atuais recursos. 7. Já se foi o tempo em que a Astrologia se mostrava prodigiosa, quando astrólogos teciam intricados cálculos para o desenvolvimento de suas efemérides e desenhos dos seus mapas, a partir dos quais formulavam interpretações e previsões que colocavam o astrólogo em papel destacado naquelas sociedades. 8. Porém, com seu afastamento das universidades no século XVII, a Astrologia não conseguiu acompanhar o desenvolvimento científico, passando a ser alicerçada e construída de acordo com o conhecimento empírico de cada profissional; hoje a confusão é tamanha que faz com que os diversos conceitos empregados na interpretação de um mapa natal não se sustentem diante do menor sopro de uma avaliação estatística, reafirmando sua condição de pseudociência. 9. Ao compararmos com as demais profissões, percebemos que a de Astrologia conta com pouquíssimos adeptos. O Censo da Educação Superior de 2016 feito pelo Inep, apresenta os seguintes números de formandos nos 15 anos anteriores. Nas diversas faculdades de Administração do país, foram formados 1.319.804 profissionais; nas de Direito, 1.217.632; Pedagogia, 861.420; Ciências Contábeis, 451.739; Enfermagem, 430.325; Educação Física, 396.204; Psicologia, 247.888; Medicina, 181.254; Engenharia Civil, 126.702; Ciências Biológicas 108.179. 10. Vale lembrar que cada um daqueles formandos produziu ao menos um TCC. Somam-se a esses trabalhos a multiplicidades de pesquisas de mestres, doutores e cientistas que promovem o contínuo desenvolvimento científico. Mas ao fazermos um levantamento das pesquisas produzidas nas últimas décadas tendo a Astrologia como tema, verificamos que sua grande maioria se prende aos conceitos sociológicos, antropológicos ou históricos da matéria. As poucas que pretendem verificar sua validade do ponto de vista estatístico, invariavelmente apontam para resultados contrários à Astrologia, alimentando o ceticismo que a envolve. As poucas pesquisas de peso, a exemplo da Michel Gauguelin e aquela supervisionada pelo Institute fur Demoskopie, careceram de um método astrológico substancial de interpretação. A segunda, por exemplo, analisou centenas de milhares de mapas sem, contudo, considerar a hora de nascimento dos indivíduos pesquisados. 11. A Astrologia resiste através dos tempos devido à mística que a envolve, lastreada apenas no conhecimento empírico e nos esforços de alguns poucos profissionais, verdadeiros heróis, que buscam estimular o estudo da Astrologia criando pequenos cursos ou escolas, onde repassam conhecimentos acumulados há milênios. Quantos astrólogos são formados por essas escolas anualmente? Cinco, dez astrólogos? E desses, quantos se dedicam exclusivamente à Astrologia? Pouquíssimos, sendo possível contá-los nos dedos das mãos. Existem, sim, profissionais de outras áreas (arquitetos, jornalistas, advogados, psicólogos, terapeutas, etc.) que se dedicam a Astrologia em seus horários vagos, e mesmo esses são escassos. 12. A Astrologia vive seu momento mais perigoso, desde Alan Leo, astrólogo britânico do século XIX. Desanimado com a complexidade da Astrologia e de como ela era inacessível à média dos estudantes, Leo partiu para simplificá-la drasticamente, ao mesmo tempo que acrescentava no conhecimento conceitos religiosos como carma e reencarnação. Ele usou as vastas ligações internacionais da Sociedade Teosófica para publicar, traduzir e divulgar seu trabalho em toda a Europa e América, e foi exatamente nesses países que a Astrologia, com uma nova roupagem, começou a ser reavivada, porém de uma forma espúria e vulgar. 13. Com o advento da internet, pululam postagens em sites e redes sociais daquilo que existe de mais execrável no mundo astrológico. A proliferação de pessoas sem a mínima formação que se prontificam a escrever sobre Astrologia é surpreendente. Fazem afirmações sobre temas complexos sem ao menos conhecer os princípios básicos da matéria. 14. A dúvida sobre a influência das posições dos astros no Zodíaco sobre os assuntos da Terra persiste desde Claudio Ptolomeu, do século II da nossa era. Em Tetrabiblos, Ptolomeu registra que “existem muitas pessoas que rechaçam com falsas as coisas difíceis de compreender: umas são tão cegas, contudo, que dizem que é falsa a primeira das ciências (Astronomia), outras dizem que é falsa a segunda (Astrologia) e, por vezes, desaprovando as duas.” 15. Porém, quando um indivíduo busca a orientação de um astrólogo, se surpreende diante das informações que um mapa astrológico fornece a seu respeito. Interpretar coisas básicas de um mapa e responder as principais questões da clientela parece ser simples até mesmo para um astrólogo principiante, já que existem conhecimentos aparentemente solidificados sobre muitas das configurações astrológicas, especialmente as que tratam da tríade formada pelo amor, dinheiro e profissão. Porém, ao se tentar validá-los analisando simultaneamente um grande número de mapas, eles não resistem a avaliação estatística. 16. Existem lacunas no conhecimento que os livros não conseguem preencher. A literatura astrológica moderna é rasa, repetitiva e meramente comercial. Não se produz novas pesquisas que busquem entender alguns dos conceitos fundamentais da construção e interpretação de um mapa natal. 17. É fato que precisamos desenvolver pesquisas quantitativas visando a sistematização da Astrologia. Talvez sejam precisos mais 200 anos para alcançar tal objetivo. Porém, se despertarmos a atenção da academia, das universidades, essa meta pode ser alcançada mais rapidamente. 18. A partir de nossas pesquisas criamos um algoritmo chamada do Zeus que relacionada dois ou mais astros para produzir interpretações fidedignas. O algoritmo está sendo aplicado em pesquisas para identificar marcadores que identificam profissões, problemas de saúde, riqueza, par-perfeito e até mesmo a cor dos olhos de um indivíduo. 19. Com o algoritmo de Zeus, podemos almejar a precisão em nossas interpretações, fazendo com que a Astrologia torne-se um instrumento que vá além das simples interpretações de personalidade, alvos da moderna Astrologia. 20. Hoje nos sentimos como Steve Jobs e sua equipe, desenvolvendo o computador pessoal na garagem de sua casa, uma ideia que revolucionou o mundo, proporcionando a criação de cursos, industrias e milhares de empregos. A sistematização da Astrologia segue o mesmo caminho. Esperamos sinceramente que você venha a fazer parte deste projeto. 21. Neste Curso Livre de Formação e Pesquisa Astrológica, faremos o maior esforço possível para que Você venha a fazer a interpretação de um Mapa Natal com maestria. Você poderá usar os ensinamentos para seu autoconhecimento ou para ajudar familiares e amigos a entenderem seu papel neste vasto Universo. Também poderá dirigir-se para a profissionalização e ter ação destacada no mercado astrológico. Não exigimos que o aluno tenha perfil de pesquisador. Por isso formaremos astrólogos e também pesquisadores. 22. Claro que a excelência do aproveitamento de muito dependerá de você aluno. Procure estudar e participar com critério e propriedade, seguindo a programação natural do curso. Evite saltar aulas. Assim você desenvolverá um conhecimento sólido. Exponha suas dúvidas e busque comentar cada conteúdo postado. Estaremos avaliando o seu progresso por seus comentários e demais participações. 23. O software oficial para cálculos de mapas durante o curso será o UniAstro. O aluno poderá recorrer a outros para efeito de comparação, análise e crítica da base de cálculos e elementos disponíveis (quantidade de astros, aspectos, etc.) naqueles softwares.
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seabrafrancisco
30 de jun. de 2019
In Mapas de profissões
1. Em um entardecer, já passados alguns anos, em um café na capital federal, encontrei-me com um professor de grego clássico da Universidade de Brasília. Chamava-se Michel, de nacionalidade grega. Sentei-me à sua mesa para perguntar-lhe, no seu entender, o porquê de os grandes filósofos gregos da antiguidade acreditarem em “deuses” abstratos, a exemplo de Apolo ou Zeus. O professor levantou-se e apontou para o planeta Vênus que àquela hora já surgira no horizonte. – Como abstratos? – indagou-me – Lá está Afrodite! Os corpos celestes não têm nada de abstrato – respondeu de forma sintética. Aquela conversa varou a noite e teve continuidade por muitos dos dias seguintes. Aqueles encontros aumentaram meu interesse pela mitologia grega e suas relações com a Astrologia, iniciado através do professor Jamil Mattar, no Instituto Nostradamus, no início dos anos 90. Esta aula pretende mostrar o quanto os mitos olímpicos estão próximos de nós, ocidentais. Com ele, o aluno estará apto a fazer suas primeiras interpretações, comparando personalidades dos nativos às dos deuses gregos. 2. A influência da civilização grega sobre outros povos é permanente. Poderíamos citar a democracia, o Teorema de Tales, a geometria de Euclides, dentre outros. Essa história, que se estende por mais de 2.000 anos, divide-se em cinco períodos: Pré-Homérico (séculos XX a XII a.C.), Homérico (XII a VIII a.C.), Arcaico (VII a VI), Clássico (V a IV a. C.) e Helenístico (IV a I a.C.). 3. Período Pré-Homérico – O primeiro povo, os aqueus, chega à Península do Peloponeso, região do Mar Egeu. A seguir, chegam eólios, jônios e dórios, povos indo-europeus vindos do norte da península. Entre 1400 e 1100 a.C. os aqueus criam cidades, sendo Micenas a mais importante. Mas a civilização cretense (minóica) é a influência principal. Esta desaparece bruscamente em cerca de 1750 a.C. As causas do desaparecimento podem ser um terremoto ou a invasão de aqueus e depois dórios. 3. Período Homérico – Inicia-se com a invasão dos dórios (que já conheciam o ferro). “Ilíada” e “Odisseia” são compostas supostamente por Homero, baseadas em relatos orais de séculos anteriores a ele. Essas obras serão de suma importância no estudo da civilização grega por serem a expressão cultural do povo à época, principalmente por tratarem da relação homens-deuses, baseada em sentimentos como amor, ira, inveja e vingança, o que levava os deuses a interferirem na vida dos humanos. Acontece nesse período a organização dos gregos em comunidades pequenas chamadas “genos”, de caráter rural patriarcal. 4. Período Arcaico – Nesse período os gregos começam a dominar parte da região mediterrânea. Nele se forma a “polis”, a cidade-Estado grega com suas instituições políticas: primeiro, a monarquia; depois as oligarquias. Naquele momento histórico os destaques são as cidades de Atenas e Esparta. Desenvolve-se o comércio marítimo e ocorre a expansão da civilização grega no interior da península. Constituem-se colônias na Ásia Menor, no Mar Negro e na Península Itálica. 5. Período Clássico – É o apogeu da civilização grega tendo Atenas como centro. Na arquitetura têm-se o Parthenon e os teatros de arena; nas artes, esculturas, pinturas em cerâmica e a produção teatral. Na filosofia, Sócrates, Platão e Aristóteles. Na política acontece a constituição do regime democrático em Atenas. Acontecem também várias guerras com outros povos, principalmente os persas (Guerras Médicas). A primeira guerra foi contra as tropas do rei persa Dario I. A segunda, contra seu filho Xerxes. Interesses divergentes acabam levando os gregos a lutarem entre si. A destacar: a Guerra do Peloponeso que opôs Atenas e Esparta. Essas guerras internas levaram à divisão do mundo grego e seu posterior enfraquecimento. 6. Período Helenístico – O enfraquecimento do mundo grego propiciou a Felipe II, rei da Macedônia, a conquista da Grécia e sua reunificação. Mas é com Alexandre, filho de Felipe II, que a influência grega se expande para quase todo o mundo antigo, principalmente após a derrota infligida ao Império Persa em 330 a.C., comandado à época por Dario III. A expansão do Império Macedônico levou a cultura grega ao Oriente, onde houve uma fusão cultural que uniu elementos das culturas grega e oriental. Cosmogonia, a criação do Universo (Hesíodo séc. VIII a.C.) 7. A Cosmogonia grega – relato sobre a criação do Universo, desenvolve-se ciclicamente de baixo para cima, das trevas para a luz. De acordo com Hesíodo, “no princípio era o Caos (vazio primordial), matéria eterna, informe, rudimentar, porém dotada de energia prolífica. A seguir surge Geia (a Terra) com a eterna morada dos deuses no Olimpo, e o Tártaro (habitação profunda). 8. “Simultaneamente nasce Eros (Amor), a força do desejo. Do Caos eclodem Nyx (a Noite) e Érebo (a escuridão profunda). Fecundada por Érebo, Nyx dá à luz Hemera (o Dia) e Éter. 9. “Géia dá à luz Ouranos (o Céu), Montes e Pontos (o Mar). Com Ouranos ela cria os titãs Oceano, Ceos, Crio, Hiperion, Japeto e Cronos, e as titânidas Teia, Reia, Mnemosina, Febe e Tétis. 10. “Depois dos titãs e das titânidas, Ouranos e Geia geraram os ciclopes e os hecatonquiros, monstros com 100 braços e 50 cabeças.” 11. O mito tem a conotação usual de fábula, lenda, ficção ou fantasia. Porém, na acepção das sociedades arcaicas, o mito é o relato de um acontecimento ocorrido no tempo primordial, illo tempore, quando uma realidade passou a existir, seja o cosmo, um monte, uma ilha, uma espécie animal, seja o ser humano. Assim mito é a narrativa de uma criação. 12. Conforme Junito de Souza Brandão[1] Templum, templo, tratava-se de um espaço quadrado delimitado pelo sábio no céu e no chão, em cujo interior tomava e interpretava os presságios. A palavra contemplari, contemplar, é observar atentamente. Sidus guarda o significado de astro, donde considerare, considerar, é examinar atenta e respeitosamente os astros e sondar-lhes as disposições. 13. Assim, os antigos faziam uso dos astros associando-os aos doze signos do zodíaco para seus presságios. Cícero empregava a expressão sidera natalícia, como significado dos astros que presidem os nascimentos e determinam as sequencias da vida dos que nascem sob sua tutela. Sabe-se que os nomes dados àqueles astros (Sol = Apolo; Lua = Selene; Mercúrio = Hermes; Vênus = Afrodite; Marte = Ares; Júpiter = Zeus; Crono = Saturno) tinham relação com suas manifestações e representavam, sobre tudo, fenômenos naturais. 14. De acordo com Frisk[2], o radical deiwos tem como sentido preciso “antiga denominação do céu”, cujo sentido primeiro é luminoso, claro e brilhante; em latim, deus, sânscrito devâh, iraniano div, antigo germânico tîvar. 15. Este mesmo radical é encontrado no grande deus da luz: grego Zeús, sânscrito Dyauh; no latim Iou (de dyew) com aposição de piter (pai) tem-se Iuppiter, “o pai do céu luminoso, Júpiter, que no sânscrito surge como Dyauh pitâ, grego Zeús patér, isto é Zeus pai. Em resumo, o planeta Júpiter, portando o deus do alto, o soberano, o “criador”. 16. Apenas para ilustrar, e nos remetendo apenas ao domínio grego, citamos ainda Helio, o deus solar, e Ouranós, Úrano, o “deus do céu”: a abóboda celeste, o equivalente aos signos zodiacais. 17. Para os gregos mais antigos, as divindades/astros apresentavam comportamentos semelhantes aos dos homens, daí as máximas “como é em cima, é embaixo” ou “somos a imagem e semelhança de Deus.” 18. No dizer de Homero e de Hesíodo, os deuses fazem tudo quanto os homens considerariam vergonhoso, tais como adultério, roubo e trapaças. 19. Foram os jônicos – gregos continentais, que a partir o século VII a.C. passaram a tecer a crítica corrosiva da mitologia clássica em nome de uma ideia cada vez mais elevada de Deus, que, se verdadeiro, jamais poderia cometer atos de injustiça ou vingança. Ésquilo (525-456 a.C) depurou o mito para dele extrair apenas a variante sadia, já que “o dever do poeta é ocultar o vício”. Assim, dá-se início à vilipendiação do mito e, consequentemente, do próprio entendimento das relações que se estabeleciam entre os astros no céu, o comportamento humano e demais ocorrências no planeta Terra. 20. Acreditamos que está claro para você que a ideia do mito – e de “Deus” – foi distorcida através dos tempos. Neste sentido, se não bastasse o vilipendio cometido pelos próprios poetas gregos, é preciso reconhecer que os textos clássicos que nos chegam hoje foram traduzidos, em sua grande parte, por sacerdotes cristãos. 21. O importante aqui é que o aluno permita a possibilidade de que originariamente as narrativas do mito em sua origem foram produtos de observações de ocorrências naturais relacionadas com os trânsitos planetários na abóboda celeste ou zodíaco. 22. Quando nos defrontamos com uma fotografia onde turistas se colocam diante da estátua de Abraham Lincoln ou mesmo de alguém observando o pôr-do-sol, entenderemos que estamos vendo registros de adoradores de um deus? Obviamente, não! Assim, quando vemos uma registro antiga de um sacerdote diante da figura do Sol, não significa que aquele sábio entendia o astro como “Deus” na moderna concepção da palavra. É factível entender que se tratava, sim, do registro de uma figura representativa de um astrólogo/astrônomo/sacerdote/sábio considerando (sidera) posições dos astros na eclíptica para que fizesse seus presságios. 23. Em seus trânsitos, os astros percorrem regiões da abóboda celeste por vezes favoráveis, por vezes desfavoráveis às expressões de suas energias, de onde deduzimos o estado cósmico de um astro, que pode resultar fatos positivos ou negativos para a Terra e seus habitantes. A melhor região do céu em que um astro pode se encontrar é a do signo de seu domicilio. Quadro 1 – Relação de astros, signos e deuses gregos OURANÓS/PROMETEU (?) 24. Os nomes dos astros em português, derivam dos nomes em latim dos respectivos deuses romanos. Os deuses romanos foram emprestados dos gregos. 25. Vamos analisar o quadro acima. O Sol e a Lua tem apenas um signo de domicilio cada um e se manifestam com as qualidades de um deus. Os demais astros tem dois domicílios e se manifestam na forma de dois deuses, cujas qualidades dependem da observação do signo que dominam. Por exemplo: se observamos Mercúrio a partir de Gêmeos, nos referimos a Hermes. Se a análise for a partir de Virgem, nos referimos a Hefesto. 26. Ainda que a Lua tenha domicilio em apenas um signo, Câncer, era tida como uma “deusa tríplice”, isto é, como três manifestações. Astros e deuses 27. Apolo/Sol – Na mitologia grega, o Sol está associado a Apolo, deus representado por um belo jovem de linda cabeleira de ouro. Apolo era um deus solitário, pois ofuscava a todos que dele se aproximassem, tamanha a sua beleza. Pela manhã, tomava sua carruagem e seguia até o topo da montanha de onde observava as cidades para, ao entardecer, se recolher à sua morada. O caminho percorrido por Apolo representa o ciclo diário do Sol ao redor da Terra. Apolo era um deus clarividente: obviamente, porque onde o Sol se encontra, teremos luz e podemos enxergar tudo à nossa volta. Também é o Deus da Música: era dele o primeiro instrumento musical, uma lira, lhe presenteada por Hermes. 28. O Sol, como astro-rei e fonte de vida, significa autoridade máxima, centro de tudo, coração, poder, comando, governo, homem, pai, masculino, brilho, ouro, luzes, palco, generosidade, dignidade, orgulho e autoconfiança. O Sol rege o signo de Leão, com quem forma a combinação mais vaidosa do mapa natal. Quem nasce com o Sol sob o signo de Leão possui as características de quem nasceu para comandar. Já que se eleva à categoria de rei, suas vontades devem sempre prevalecer. 29. Procure em sua coleção, algum mapa que apresente a combinação do Sol no signo de Leão e veja em que casa se encontra esse astro e signo. Caso esteja na casa 1, do instinto, o indivíduo será magnético, vaidoso e orgulhoso. Na casa 2 Sol em Leão direciona as atenções para dinheiro e bens materiais e a princípio promete riqueza. Na casa 3 desperta habilidades intelectuais e o dom da comunicação. Observe que na figura abaixo, o mapa de Napoleão Bonaparte, O Sol em Leão se encontra na casa 10, do êxito, o que o elevou à condição de Imperador. Assim, podemos figurativamente dizer que Napoleão era filho de Apolo. Mapa 1 – Napoleão Bonaparte. 30. Agora preste atenção: Você pode aprender um pouquinho de Astrologia para conversar nos encontros com seus amigos e amigas, fazer postagens sensacionalistas nas redes sociais, etc., ou se tornar um excelente astrólogo. E para chegar a esse ponto Você tem que fazer um esforço superior de aprendizado, além da matéria apresentada neste curso. 31. Por exemplo, as casas, signos e astros tem um leque de significados infinito. Para absorver esse leque, é importante que você compartilhe as experiências dos outros astrólogos, buscando em livros e sites os significados que cada um sugere, até que você possa formular sua própria síntese. 32. Também é importante que Você vá aumentando sua coleção de mapas de estudos. Toda vez que conhecer alguém com algum diferencial, peça-lhe os dados de nascimento, para se buscar qual fator do mapa natal imprimiu-lhe aquele diferencial. 33. Selene/Lua – A Lua tem analogia com o feminino, mulher, mãe, lar, família, fecundidade, maternidade e criança. Enquanto o Sol é poder e governo, ela é submissão, recepção, assimilação, adaptação, popularidade, mudanças, o povo e as suas necessidades, alimentação, estômago, útero, água, emoção, sensibilidade, intuição, fantasia, sonho e apego ao passado. 34. Com toda sua magia encantadora, a Lua foi chamada de deusa tríplice, por ser multifacetária. Era adorada na forma de três deusas relacionadas às fases lunares: Ártemis (Quarto Crescente), Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Nova e Quarto Minguante). Irmã de Apolo, Ártemis foi a primeira deusa do panteão grego e dividia com Selene o poder da fertilidade. Sob seus domínios estão os aspectos emocionais, dos sonhos, das fantasias, dos anseios mais puros. Hécate se apresenta como deusa condenada às trevas e, sendo a senhora deste domínio, incorpora o lado obscuro das emoções. Talvez Hécate represente melhor os efeitos da Lua em Escorpião, algo que precisa ser analisado com maior profundidade. As três deusas têm natureza emocional e representam toda a expressão feminina. 35. A Lua rege o signo de Câncer, o mais romântico e sonhador dos signos. Seu maior anseio é a formação da família. As ações deste signo são comparadas às do caranguejo: quando sai da toca não vai muito longe, podendo voltar ao menor sinal de perigo. Câncer se adapta a várias situações. No campo profissional, a Lua é encontrada dentre psicólogos, historiadores e nutricionistas. 36. Verifique na sua coleção de mapas se existe algum com a combinação Lua em Câncer e veja em que casa a combinação se encontra. Na casa 3, a combinação fará com o nativo se sinta mãe de seus próprios irmãos e fará muitas pequenas viagens. Tende a popularidade entre parentes, vizinhos e pessoas da região em que mora. Terá excelente memória e seu raciocínio será emocional. Na casa 4, do lar, a Lua em Câncer criará forte relação entre o nativo e sua própria família. Abaixo está o mapa de Luís Inácio Lula da Silva. Perceba que a Lua na casa 10, do êxito, fez dele um dos maiores líderes populares brasileiros e suas ações de governo foram marcadamente direcionadas em favor das populações carentes, a exemplo do programa “Fome Zero”. Podemos dizer então que Lula é “protegido” por Selene. 37. Hermes/Mercúrio -O Sol é o princípio masculino, a Lua o feminino. Logo, a Lua é mais importante que o Sol em mapas femininos e o Sol mais importante que a Lua em mapas masculinos. É interessante notar que vista da Terra, a circunferência do Sol é de apenas um grau maior que a da Lua. 38. Hermes/Mercúrio - Esse astro pertence ao grupo que envolve o intelecto, comunicação, ensino, pessoas jovens, gestos, curiosidade, pensamento, indecisão e sistema nervoso. Na mitologia é Hermes que, quando garoto, roubou doze bois do rebanho de Poseidon, guardado por Apolo. Note que Apolo é uma entidade clarividente, já que onde o Sol/Apolo se encontra tudo se vê, tudo fica às claras. Apolo perseguiu Hermes e, depois de aprisioná-lo, o levou ao julgamento de Zeus, que fez o filho prometer nunca mais roubar ou faltar com a verdade. Para acalmar a ira de Apolo, Hermes utilizou as tripas dos animais abatidos para fabricar o primeiro instrumento musical, a lira, e a presenteou ao protetor dos rebanhos, que também se tornou o deus da música. Hermes se tornou o símbolo de tudo que se aplica à astúcia; o domínio da informação e da palavra o faz um intelectual. 39. Mercúrio é o intelecto posto em ação por um condicionante emocional e se apresenta leve e flutuante como o espírito. O indivíduo mercurial, se mostra jovial e manifesta interesse pelo conhecimento, troca de ideias, aprendizado e ensino. 40. Mercúrio rege dois signos: Gêmeos, que trata do intelecto imediato e Virgem, mais maduro, que utiliza o que aprendeu de forma organizada. 41. Mercúrio em Gêmeos está ligado a Hermes, enquanto Mercúrio em Virgem a figura de Hefesto, o deus trabalhador. Ao signo de Gêmeos são atribuídas características como comunicação, curiosidade e jovialidade. O signo de Gêmeos é representado por duas cabeças, e por isso precisam aprender mais. Entretanto, no momento de ação, as cabeças se dividem, criando a indecisão. No campo profissional, Mercúrio de Gêmeos encontrado entre escritores, jornalistas, oradores, professores e comerciantes. 42. Procure na sua coleção de mapas um que tenha Mercúrio no signo de Gêmeos. O nativo dono do mapa será um intelectual e seus pensamentos e ideias estarão voltados especialmente para os assuntos da casa em que o astro se encontra. Por exemplo, se a combinação estiver na casa 2, os pensamentos do nativo serão direcionados para dinheiro e bens materiais. Na casa 10 – do êxito, seus pensamentos estarão direcionados para o sucesso e buscará alcança-lo através do intelecto. Observe o do cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, conhecido mundialmente pela riqueza de suas letras e composições. Ele apresenta Mercúrio em Gêmeos na casa 10. Pela combinação podemos dizer que Chico Buarque é “filho” de Hermes. 43. Você deve estar se perguntado como saber se Mercúrio está regendo Gêmeos ou Virgem. A dupla regência de um astro, e quando priorizar um ou outro signo sob sua regência, será tratado a partir do módulo 2, quando tratarmos das energias primordiais (quente; seco; úmido e frio) e elementos da natureza (Fogo, Ar, Água e Terra). 44. Hefesto/Mercúrio – Trata-se do mesmo astro Mercúrio, porém como regente do signo de Virgem. Em Virgem, encontramos um intelecto organizado, detalhista e prático, voltado para o trabalho e para a produção. Na mitologia é Hefesto, deus trabalhador que forjava as armas e escudos dos deuses e outros utensílios. Hefesto era visto como o deus mais feio da mitologia grega e, ainda, tinha uma deficiência: era coxo. Isso causou repugnância em sua mãe que o rejeitou desde o nascimento. Uma das variantes do mito aponta que ela o lançou do Monte Olimpo para que ninguém visse seu filho, pois estava envergonhada. Depois da queda, ele foi encontrado e ficou sob os cuidados de Tétis, uma ninfa do mar. Com Tétis, Hefesto aprendeu a manusear e a trabalhar com os metais. Sua representação mais comum é a de um homem nu, com barba, e que muitas vezes aparece segurando algum objeto utilizado pelos ferreiros. 45. Marido de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, certa manhã Hefesto foi avisado por Helio/Apolo, o Sol, que tudo vê e não perde a hora, que sua esposa recebera em seu leito o amante Ares. Irado, Hefesto, deus que sabe atar e desatar, preparou uma rede mágica e prendeu o casal ao leito. Convocou os deuses para testemunharem o adultério e estes se divertiram tanto com a picante situação, que a abóbada celeste reboava com as gargalhadas. 46. A exemplo do mito, Mercúrio em Virgem, signo do elemento Terra, denota um intelecto prático, metódico, minucioso e afeito ao trabalho elaborado. Sua leitura predileta está nos manuais técnicos. Ao signo de Virgem são atribuídas características como crítica, minúcia, detalhe e organização. É representado por uma bela mulher com as pernas cruzadas, com caráter da profilaxia, do cuidado com a higiene do corpo. Procure na sua coleção de mapas um que tenha Mercúrio no signo de Virgem. O nativo dono do mapa será um trabalhador inteligente e hábil, especialmente nos assuntos relacionados à casa em que astro e signo se encontram. Em nossa coleção temos o mapa do médico Julival Ribeiro, médico infectologista, que apresenta Mercúrio em Virgem na casa 6, do trabalho. Julival é um típico “filho” de Hefesto. 46. Afrodite/Vênus – O planeta Vênus é análogo ao feminino, amor, afeto, meiguice, beleza, arte, música, moda, passarela, elegância, flor, perfume, sorriso, prazer, festa, doce, chocolate, açúcar, beijo, abraço, harmonia, casamento, política e relações humanas. Vênus é ligado a três mitos do amor. O primeiro é Afrodite Pandemia, amante de Ares; assim é Vênus quando regente de Libra. É a deusa do amor, da beleza e da harmonia. É sensual e de temperamento artístico. 47. O segundo mito é o de Afrodite Urânia, inspiradora do amor superior, que desliga o homem do corpo e o eleva à beleza da alma. Temos tal leitura de Vênus quando ela se encontra em Peixes, signo de sua exaltação. Em tempo: signo de exaltação é aquele em que o astro se sente bem (como o de domicílio) mas não o tem sob a sua regência. 48. O terceiro mito é Perséfone, filha de Zeus e esposa de Hades. Representa o apego aos prazeres do corpo e o medo da perda. Vênus é desejo e busca de satisfação. Nesse caso estamos nos referindo à Vênus de Touro. 49. Assim, Vênus é regente dos signos de Touro e Libra; o astro desenvolve a doçura, a meiguice, a polidez, a capacidade e qualidade de amar. Touro é o mais sensual dos signos. Gosta de carinho, de aconchego. O boi, que representa este signo, é de natureza tranquila, mas se mostra explosivo quando é muito provocado. Suas principais características são simplicidade e apego. Libra é o signo do amor. É capaz de "morrer de amor", mas pode substituir seu par com facilidade. Representada pela balança, Libra não significa necessariamente o equilíbrio, mas a busca por ele. É o "fiel da balança", indeciso, tendendo para um lado e para o outro. Suas características são doação, carinho, delicadeza. No campo profissional, Vênus é encontrado no comercio e produção de coisas belas, doces e perfumadas, além do ambiente político. 50. Retome a análise do mapa de Lula. A sua casa 1 – dos instintos básicos, é dominada por Vênus em Libra. Grande líder político, em sua campanha presidencial adotou o lema “Lula, paz e amor”, atributos de Libra. Assim, podemos dizer que Lula é filho de Selene, quando nos referimos à sua popularidade e preocupação com a fome das classes mais desfavorecidas, e “filho” de Afrodite, em relação à sua amorosidade e atuação política. 51. Perséfone/Vênus – O planeta Vênus é análogo ao feminino, amor, afeto, meiguice, beleza, arte, música, moda, passarela, elegância, flor, perfume, sorriso, prazer, festa, doce, chocolate, açúcar, beijo, abraço, harmonia, casamento, política e relações humanas. Como regente de Touro, Vênus parece estar ligado à Perséfone: da mesma forma que encontramos a complementariedade em Marte/Ares/Áries e Vênus/Afrodite/Libra, pensamos que a complementariedade Marte/Escorpião/Hades e Vênus/Perséfone/Touro também deve ser considerada como correta. 52. Perséfone é filha de Zeus com sua irmã Deméter, a deusa da agricultura e das estações do ano. Foi raptada por Hades que a fez sua esposa. Desmanchando-se em lágrimas por ter a filha raptada, Deméter, inconsolável, acabou por se descuidar de suas tarefas: as terras tornaram-se estéreis e houve escassez de alimentos, e Perséfone recusou-se a ingerir qualquer alimento – exceto uma romã que ela tinha em mãos - e começou a definhar. 53. Não suportando ver a dor de Deméter, Zeus convenceu Hades a permitir que Perséfone vivesse seis meses por ano na superfície da Terra e outros seis no reino das profundezas, em companhia do marido; desta forma foram criadas as quatro estações do ano. Quando Perséfone se encontra na superfície, surgem a primavera e o verão; quando se encontra com Hades, surgem o outono e o inverno. 54. Perséfone é sensual e de temperamento artístico. Representa o apego aos prazeres do corpo e o medo da perda. Quando regente de Touro, Vênus desenvolve a meiguice, a doçura, mas se mostra mais tranquila, sensual e apegada que a Vênus de Libra. Vênus de Touro é mais fiel. Suas principais características são simplicidade e apego. Gosta das coisas simples, naturais e do campo e seus produtos. Prefere a flor no jardim do que uma com seu talo cortado e posta em um vaso. No campo profissional, Vênus de Touro pode estar ligado às artes populares, artesanato, massagens, alimentação, moda, beleza e trabalhos relacionados com o campo e seus produtos. 55. O mapa acima usamos como exemplo de uma filha de Perséfone. O mapa apresenta Vênus em Touro na casa 10, do êxito, preenchendo muitos dos requisitos que a fazem uma “filha de Perséfone”. De fato, Jacilene Cavalcante é uma pessoa apegada e amorosa. É artesã e artista plástica, adora a vida simples e tranquila, jardins, produtos e lugares campestres. 56. Ares/Marte – Aqui encontramos o grupo energético onde se encontra o ferro, faca, instrumento pontiagudo, bisturi, corte, vermelho, sangue, inflamação, febre, cirurgia, fogo, violência, combate, disputa, destruição, guerra, energia, coragem, ação, impulso, resposta imediata e competição. No mito grego é Ares, deus da guerra por excelência, dotado de coragem cega e brutal. Belo e viril, foi amante de Afrodite. Foi julgado por ter assassinado o filho de Poseidon, que tentou violentar sua filha. Matou Adônis, seu rival na preferência de Afrodite. É apaixonado, ciumento, violento e afeito a desafios. Marte, como no mito grego de Ares, relaciona-se a guerras, disputas e competições. De estopim curto, é a energia da paixão e da discórdia. Sua característica mais marcante é a individualidade, pois era o preferido da mais bela das deusas e não quis se casar. Ele rege o signo de Áries e de Escorpião, os mais impetuosos e apaixonados dos signos. Afeito a desafios, Marte é arriscar-se para atingir sua meta. No campo profissional, Marte é encontrado no meio militar ou policial, mas também pode ser observado entre engenheiros, metalúrgicos, médicos e açougueiros. Na figura abaixo é apresentado o mapa de Rival Antônio de Souza. Perceba a combinação de Marte em Aries na casa 2, o que significa decisões rápidas e ganhos de dinheiro através dos assuntos de Marte. Rival é médico, militar e açougueiro – seu robe é a fabricação de linguiças em sua chácara. Em nossa coleção de mapas, o do Rival é exemplo de um “filho” de Ares. 57. Hades/Marte – Como astro regente de Escorpião, Marte é representado na mitologia pelo deus Hades. Na batalha que destronou seu pai, usou um capacete que o tornava invisível, arma que recebeu dos gigantes que o apoiaram na luta contra Crono. Vencida a batalha e com a partilha do universo entre os irmãos, coube-lhe o reino das profundezas que leva seu próprio nome grego: Hades. É o senhor dos mortos, dos processos inconscientes e de tudo aquilo que é invisível. 58. Cansado da solidão em seu reino, raptou Perséfone, filha de Zeus e Deméter, e a desposou. Hades é introspectivo, silencioso, apaixonado, possessivo, ciumento, arrebatador e destruidor. Seu olhar é penetrante, duro, afiado e magnético. Quando relacionado à Escorpião, Marte está diretamente ligado à magia, ao poder mental e à sexualidade, apresentando-se envolto de uma aura de sedução e mistério, mas também de um velado ímpeto agressivo. Não gosta de falar de seus problemas interiores e é difícil alguém acessar seu íntimo. Sempre ficará a um passo atrás, em posição de observação e defesa. Gosta de desafios. Orgulhoso e vingativo, não esquece uma ofensa. Também está relacionado à introspecção, silêncio, invisibilidade, segredo, agressão, destruição, amputação, sexo, mente, morte. 59. No campo profissional, Marte de Escorpião é encontrado psiquiatras, neurologistas, cardiologistas, legistas, demolidores e trabalhadores em necrópoles. 60. Zeus/Júpiter – Como foi dito no início deste módulo, o latim Iou (de dyew) com aposição de piter (pai) tem-se Iuppiter, “o pai do céu luminoso”, Júpiter. Em grego temos Zeús patér, isto é, Zeus pai. Em resumo, o planeta Júpiter, portando o deus do alto, o soberano, o “criador”. 61. Júpiter é Zeus, deus que manifestou, desde o nascimento, sorte e sabedoria. Cada ser na Terra, vivente ou não, está relacionado com um astro ou signo. Uma fogueira ou um cão policial, por exemplo, corresponde a Marte e Áries. O amanhecer, a claridade e o galo estão ligados ao Sol. Nesse sentido, os horizontes, os lugares distantes e a humanidade são de Júpiter e de Sagitário. Por isso mesmo que o homem está sempre em busca de algo, dar valor à moral, a ética e a religião. Neste sentido que Júpiter é o “Deus Pai”, pois a humanidade foi criada sob a combinação Júpiter em Sagitário na abóboda celeste. Em um mapa natal, a figura paterna é analisada, a princípio, pela posição do Sol, bem como a figura materna pela posição da Lua. Júpiter é pai no sentido do protetor e provedor e não necessariamente como gerador. 62. Para concluir, o signo de Sagitário é simbolizado pelo centauro arqueiro, ser fabuloso metade homem, metade cavalo. Com um olhar mais pragmático, podemos entender que o centauro nada mais é que aquele homem (caçador) que montou em um cavalo pela primeira vez. Visto assim, temos um ser metade homem, metade cavalo. Em sua montaria aquele homem pode caçar em terras mais distantes, o que o levou a entrar em contato como outras comunidades, povos, culturas e religiões. Assim, com o conhecimento amealhado, ele retorna para sua aldeia como um sábio ou sacerdote. Nos tempos modernos podemos perceber a atuação de Júpiter e Sagitário. Um estudante brasileiro, por exemplo, se desloca para a França para fazer seu doutorado, enquanto o francês virá ao Brasil com o mesmo propósito. Tanto as viagens como o conhecimento superior são de Júpiter e Sagitário. 63. Chamado de Pai dos Deuses, suas forças são a criatividade, a intuição, a vontade e fé. Júpiter, como Zeus, representa tudo que sugere grandiosidade. Está ligado à filosofia, à expansão, à justiça, à honra e à religião. É o planeta da boa sorte, do requinte e da sociabilidade. Este astro é ligado à expansão, opulência, otimismo, riso, boa sorte, aparência, sociabilidade, honra, dignidade, burguesia, bancos, finanças, justiça, universidade, igreja, estudos superiores, filosofia, religião, viagens longas ou para lugares distantes, estrangeiro, exercício físico, músculos, coxas e circulação sanguínea. Como regente de Sagitário, mostra-se mais filosófico e ligado à matéria. Como regente de Peixes é Poseidon, o deus dos águas e da superfície, mostrando-se mais bondoso e espiritual. No campo profissional, Júpiter está dentre advogados, empresários, financistas, bancários, atletas, médicos e clérigos, dentre outros. 64. O mapa natal do astrólogo Francisco Seabra, apresenta a posição Júpiter em Sagitário na casa 2 – setor do dinheiro, posses e bens materiais. Há 20 anos seus principais proventos advém como resultado dos seus estudos e ensino. Não se trata de uma pessoa de posses e dinheiro. Mas é raro o momento em que as coisas lhe faltam. Houve ocasiões em que recebeu polpudas recompensas de clientes que julgaram que seu trabalho valia bem acima do valor que lhes era cobrado. Assim é a atuação do bom Zeus quando proteger alguém. Assim, podemos dizer que Seabra é “filho” de Zeus. 65. Poseidon/Júpiter – A Astrologia moderna entende que em um mapa astrológico, Poseidon é o planeta Netuno. A justificativa é a de que o astro foi batizado pelo nome do deus grego e, por analogia, o planeta teria as mesmas facetas de Poseidon. Não é certo pensar assim. Os antigos analisavam as influências dos astros e signos para depois dá-los nomes que correspondia às suas influências, e não o contrário. Para que isso fique ainda mais claro, remetemos você à leitura do excelente artigo “Do Uso dos Planetas Transaturninos na Astrologia Moderna”, escrito pelo astrólogo e pesquisador Bruno dos Santos Costa. O artigo está disponível no blog do UniAstro. 66. Poseidon é o deus das superfícies da terra e da água. Construiu com joias e riquezas do oceano uma fortaleza ao redor de sua amada. Entretanto, ao findar a construção, se viu do lado de fora, sem chances de se aproximar da mulher. Esta passagem se refere ao amor descrito por Platão, quando somos impedidos de nos aproximar do nosso objeto de adoração, ou seja, quando vivemos um amor platônico. Poseidon inclina à intuição e sensibilidade. Tende a nos levar a enganos e desilusões. Suas principais características são altruísmo, misticismo, sensibilidade, ilusão, sofrimento, dor da perda e solidão. 67. Jesus tomou Peixes como símbolo dos cristãos. De acordo com Morin, que foi astrólogo pessoal do Cardeal Richelieu, Jesus nasceu na exata hora e data apontada nas escrituras. Logo, o mapa de Jesus apresenta Júpiter em Peixes na casa 6, do trabalho. Diferente da energia que envolve Pedro, fundador da igreja, que simboliza a combinação Júpiter em Sagitário: dinheiro, poder, instituição. 68. No campo profissional, Júpiter está ligado ao serviço social, medicina e sacerdócio. Os nativos que tem em seus mapas Júpiter em Peixes e que se formam em direito, dificilmente conseguem seguir a carreira como advogados. Eles entendem que o ambiente de trabalho se mostra injusto e hipócrita. Em alguns casos buscam adequar a carreira à defesa dos mais necessitados. 69. Penso que você está montando sua própria coleção de mapas natais. Consultas rápidas ao seu próprio banco facilita o aprendizado. Abaixo está o mapa do médico e psicanalista Sigmund Freud. Ele apresenta a combinação Júpiter em Peixes na casa 5 que, dentre outros significados está o ego. Na biografia de Freud escrita por Peter Gay, o autor apresenta o seguinte relato: sempre em dificuldades financeiras, Freud contava com o auxílio de um tio para manter sua própria família. Certa vez quando acabara de receber o envelope com a quantia que o tio lhe enviara, atendeu um paciente franzino e com aparência mórbida para uma consulta. Poeta, o rapaz mostrou alguns dos seus escritos que despertando o interesse do médico. Freud pegou o envelope e entregou ao rapaz como pagamento por algumas de suas poesias, com uma recomendação expressa: ao sair do encontro, o rapaz deveria sair para jantar um suculento bife e não deixar de se alimentar dali em diante. Freud entendeu que o problema do rapaz não era psíquico ou emocional, e, sim, provocado pela fome. Note que Freud doou todo o dinheiro que o tio o enviara e que certamente faria falta à sua família naquele mês. Assim é o comportamento de Peixes, especialmente quando Júpiter está colocado neste signo. Em resumo, dizemos que Freud, destacando seu ego, é “filho” de Poseidon. 70. Os astrólogos moderno creditam a regência de Aquário ao planeta Urano, relacionando aquele astro ao deus Ouranós, a divindade que personificava o céu. Neste curso defendemos ser Ouranós relativo à condição de Saturno como regente de Aquário. Contudo, temos observado que Prometeu também apresenta características da combinação Saturno/Aquário. Serão necessários estudos mais aprofundados para clarear essa questão. Neste sentido, o aluno deverá analisar atentamente a posição Saturno em Aquário nos mapas de sua coleção. 71. Ouranós/Prometeu/Saturno – Ouranós foi gerado espontaneamente por Gaia (a Terra) e casou-se com sua mãe. Ouranós e Gaia foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente à Ouranós sobreviveu até a época clássica. 72. Era entendido como o Céu que encobria Géia (Terra), sua esposa. É a personificação do elemento fecundador. Um deus cujas emoções levam a romper limites e barreiras, sejam da matéria ou do espírito, sempre buscando a inovação. Uniu-se a Géia e iniciou a geração do mundo. Mostrou-se ativo e fecundo até que foi castrado pelo filho. Géia pediu a Crono que decepasse o ativo e irresponsável membro do pai, pondo fim a uma criação desordenada. Após ser castrado, Urano se tornou ocioso e seu filho assumiu a liderança do Universo. 73. O mito que parece melhor se adequa à combinação Saturno/Aquário nos parece ser o de Prometeu, um titã, irmão de Crono. Prometeu, era defensor da humanidade e conhecido por sua inteligência. Segundo Hesíodo (Teogonia, versos 507 a 616) foi dada a Prometeu e a seu irmão Epimeteu a tarefa de criar os homens e todos os animais. Na obra, Epimeteu atribuiu a cada animal os dons variados de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, formou-o do barro. Mas como Epimeteu gastou todos os recursos nos outros animais, recorreu a seu irmão Prometeu. Este então roubou o fogo da sabedoria de Héstia e deu-o aos homens. Isto assegurou a sua superioridade sobre os outros animais. Ensinou-os as artes da civilização, como a escrita, a matemática, a agricultura, a medicina e a ciência. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto que o acorrentasse no cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) dilacerava seu fígado que, em seguida, regenerava-se. Esse castigo devia durar 30 000 anos. 74. Utilizando o mapa do psicanalista Carl Jung, vamos analisar as correspondências do mito de Prometeu com o planeta Saturno como regente de Aquário. 75. No decorrer dos demais módulos deste curso, você verá que a Astrologia estabelece a relação entre o planeta Saturno, o signo de Aquário, a casa 11 e a coletividade. Tal relação com a sociedade, com o coletivo, é que fez com que Prometeu roubasse a chama de Zeus e a entregasse aos homens. Também, como signo de ar, Aquário é um signo de movimento intelectual (e de profundidade por conta da regência de Saturno), o que explicaria porque Prometeu ensinou ao homem as mais diversas ciências. 76. Neste curso, defendemos à maneira clássica que Saturno tem o domicilio em Capricórnio e Aquário. 77. Um dos principais métodos psicanalíticos desenvolvido por Jung, mostra que a construção da individualidade depende do coletivo. No mesmo sentido, nossa individualidade também depende da individualidade da pessoa com quem vamos no relacionar, que o psicanalista chama de “sombra”. 78. Ora, no mapa de Jung encontramos Saturno em Aquário, de forma que ele é um “filho” de Prometeu. Em seu mapa, Saturno em Aquário (coletividade) está colocado na casa 1 (da individualidade). No mesmo mapa, Saturno interage com a oposição do Sol em Leão colocado na casa 7, setor do casamento, ou daquelas pessoas com quem vamos nos relacionar, ou seja, nossa sombra. 79. Crono/Saturno – Na mitologia, o Senhor do Tempo, Crono, ou Saturno, é um Titã, seres que tem como meta a dominação e o despotismo. Após mutilar o órgão sexual de Ouranós e estancar as fontes de criação da vida, começou a ordenar o Universo e tudo que havia sido criado por seu pai. Temendo perder seu trono para os filhos, engolia-os tão logo nasciam. Dos seus filhos, apenas Zeus se salvou. Ao nascer, sua mãe o escondeu em uma gruta e entregou ao apetite do marido uma pedra envolta em um lençol. Quando adulto, Zeus destronou o déspota Crono. 80. Em um mapa, as qualidades de Crono são representações resultantes da combinação de Saturno no signo de Capricórnio e estão relacionadas com os assuntos da casa 10 – ambição e êxito– do mapa natal que nos serve de modelo teórico. São qualidades creditadas a Saturno a sabedoria, seriedade e cautela. Ambicioso, estará sempre tentando chegar ao topo da vida. Assim, Saturno é totalmente voltado para o domínio material. Em nossas vidas é a figura do castrador. Mas se por um lado inspira sabedoria, por outro cria melancolia, medos, obstáculos, quedas, demoras, atrasos e derrotas. Afinal, como no mito, a ambição de Crono levou ao governo do céu para em seguida ser destronado. 81. Além da combinação Júpiter em Sagitário, que o faz “filho” de Zeus, o mapa de Seabra apresenta a combinação Saturno em Capricórnio na casa 3 tornando-o, também, “filho” de Crono; isto é: as características de Zeus se destacam na casa 2, onde Júpiter se encontra; já as de Crono aparecem na casa 3. É fato que ele é extremamente rígido e conservador na sua formação intelectual. Ele é de poucas palavras e reservado em relação aos seus irmãos e demais parentes próximos. Seus automóveis sempre foram pretos – cor do signo de Capricórnio. Em sua vida, passeios e viagens curtas são pouco frequentes. Prefere a quietude e a imobilidade. Agora perceba: nas religiões afro-brasileiras, se diz que uma pessoa é “filha” de Xangô, Iemanjá, etc. Sobre os católicos se diz que o fiel é protegido por Santa Barbara ou São Jorge. Aqui Você poderá desenvolver idêntico raciocínio já que o mesmo ocorre com a astrologia e a mitologia grega. Como trabalho de conclusão deste módulo, pesquise mitos de outras culturas e estabeleça a correspondência entre eles, os mitos gregos e os astros Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Seu trabalho contará para sua avaliação. Também, como avaliação, teremos uma prova onde iremos apresentar situações cotidianas para que você as relacione com os mitos. Esse estudo facilitará o diálogo com seus clientes, de formações religiosas e filosóficas diversas. Não deixe de participar do fórum. Nele podem surgir questões que nos permitam mergulhar cada vez mais neste fascinante tema que é a mitologia grega e seu emprego na interpretação de mapas natais. Bibliografia: [1] Brandão, Junito de Souza, 1926-1995. Mitologia grega, vol I/Junito de Souza Brandão. 24 ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. [2] FRISK, Hjalmar. Griechisches Etymologisches Wörrterbuch. Heifelberg: Carl Winter. 1958, verbete Zeús. [3] Hermes foi roubar o rebanho de Poseidon guardado por Apolo, entidade clarividente, já que onde o Sol/Apolo se encontra tudo se vê, tudo fica às claras.
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seabrafrancisco
05 de mar. de 2019
In FÓRUM DO MÓDULO 2
Difícil é definir personalidade em um mapa natal, já que apresentamos uma personalidade particular à cada grupo de assuntos de uma casa. De fato, podemos mostrar um comportamento quando estamos namorando (casa 5) bem diferente daquele que se expressa quando nos casamos (casa 7). Neste fórum, vamos tecer algumas interpretações básicas , fazendo uso de possíveis astros domiciliados (isto é, em seu próprio signo) comparando-os aos deuses gregos e relacionando-os com a casa em que o astro e o signo se encontram. Por exemplo, meu mapa natal apresenta Júpiter (Zeus) em Sagitário e na casa 2. Assim, meu lado Zeus se reflete exatamente na minha economia e bens materiais. Embora eu não seja provido de muitos recursos, gosto de ter coisas boas (ou ao menos sonhar com a possibilidade de tê-las, para ser mais exato). Lembro-me que um amigo certa vez quis me presentear com uma caixa de copos desses de geleia ou requeijão, que ele havia colecionado. "É bom você ter muitos copos em sua chácara, para atender os amigos", defendeu ele. "Tu acha mesmo que eu vou beber ou oferecer água em copos de requeijão em minha casa? pode levá-los de volta ", respondi. Como filho de Zeus, prefiro os de cristais, mais nobres. Não os tenho! Mas não também não aceito os de requeijão e ou me virando com uns copos de qualidade intermediária. Obviamente meu Júpiter/Zeus atua em menor grau nas demais casas, conforme a as suas relações com os demais astros em meu mapa. Porém, neste módulo interpretaremos apenas combinações básicas: astro/deus, signo e casa em que ele se encontra.
Quais deuses olímpicos refletem melhor nossas personalidades? content media
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seabrafrancisco
24 de fev. de 2019
Mapa Natal de Francisco Seabra content media
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seabrafrancisco
24 de fev. de 2019
In Regras do Fórum
Olá membros do fórum, nosso amigo Rapadura fez um vídeo ensinando passo a passo como fazer um Post com o seu Mapa Natal. Lembrando que é recomendado colocar a escala da imagem em "pequeno" para uma melhor visualização.
Como criar um Post com o seu Mapa Natal. content media
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seabrafrancisco
11 de fev. de 2019
In Regras do Fórum
1 - Espaço exclusivo para alunos e professores do Curso de Formação e Pesquisa Astrológica do UniAstro. 2 - O membro deverá publicar seu mapa natal no post fixo "Mapas Natais" que se encontra no fórum. O mapa deverá ser calculado pelo aplicativo UniAstro que está disponível no site www.uniastro.com na aba "APP UNIASTRO". 3 - Mapas calculados por outros aplicativos poderão ser publicados apenas para comparação com o UniAstro e seguindo a proposta de estudo. 4 - Evitar criar posts envolvendo assuntos pessoais e/ou fora de contexto com a Astrologia ou proposta do curso. 5 - Manter uma boa relação com os demais membros, evitar discussões pessoais e linguagem imprópria.
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03 de fev. de 2019
In FÓRUM DO CURSO
São 12 fontes (gomos) de energias que se mesclam para nos dar vida. Cada qual dessas fontes reúne uma gama de elementos da mesma frequência. Por exemplo, o gomo 1, correspondente ao signo de Áries, reúne o planeta Marte, a casa 1 do mapa astrológico, a cor vermelha, o impulso, a luta, o sangue, a faca, o bisturi, o médico, o militar, etc. Entendo que estamos analisando situações resultantes de fontes de energias (possivelmente ondas eletromagnéticas) que independem da vontade humana - na verdade a vontade também é resultante dessas energias - será fácil interpretar um mapa natal. (www.uniastro.com)
O Universo como uma laranja de 12 Gomos content media
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02 de fev. de 2019
In FÓRUM DO CURSO
A Astrologia é classificada como pseudociência. Existem astrólogos que vem sua prática como arte; outros como resultante de processos puramente intuitivos. A proposta deste curso é contribuir com a sua sistematização. Como Você imagina o mundo com a Astrologia sendo elevada ao patamar de ciência? (www.uniastro.com)
Astrologia: arte, intuição ou ciência? content media
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